Saiba como os Testes de Performance podem contribuir na conversão de vendas do seu E-commerce 

Já há alguns anos, e isso não é nenhuma novidade, que os serviços online são de extrema importância para o sucesso de qualquer negócio, quer sejam produtos à venda ou mesmo a oferta de serviços diversos. 
Hoje o primeiro impulso de qualquer um em caso de alguma necessidade especifica é pegar seu dispositivo celular e fazer uma rápida busca, quer seja no Google ou em algum outro aplicativo de procuras ou mesmo de vendas para, em segundos, conseguir informação relevante de um determinado item ou serviço para adquirir e, quando esses são adquiridos, ocorre o que é chamado de conversão de uma busca para a venda efetiva, que é representada pelo que é chamado de jornada de retenção. Agora leia nosso artigo e entenda como os Testes de Performance pode contribuir na conversão de vendas do seu E-commerce. 

Nos E-commerces a conversão funciona da seguinte forma: 

  • Visita na Home; 
  • Clique na página da categoria; 
  • Clique na página do produto; 
  • Adição do produto ao carrinho; 
  • Página de Checkout; 
  • Venda; 
     
    E somente após a venda efetivada, que a conversão é feita! 

Medindo a taxa de conversão de um E-commerce 

Quando se fala em taxa de conversão, quer se dizer que se fala da diferença entre o número de visitas que um site recebe em um determinado período em relação as vendas que foram efetivadas neste mesmo período, ou seja, as visitas que resultaram em vendas. Obviamente em um mesmo site podem se ter diferenças de conversões de venda em produtos diferentes até por sua natureza (Ex: Um produto eletrônico pode requerer mais etapas para ser comprado que uma vestimenta, gerando uma jornada diferenciada e por conseguinte, uma taxa diferente de conversão devido ao tempo de conclusão dela. 
 
Segundo informações do site IRP – Ecommerce Market Data, usando um comparativo entre os meses de julho de 2021 e 2022, a taxa de conversão média em todos os segmentos der todos os mercados de e-commerce aumentaram 19,63%, saindo de 1,61% para 1,92%, sendo que a média considerara boa para uma taxa de conversão de site eletrônico é em média 1.65%. Ou seja, hoje quem não estiver online vendendo seus produtos e serviços online, está praticamente morto para o mercado. 

Mas e agora como identificar um problema de performance em jornadas especificas em um mesmo site? 

Realmente não é uma tarefa simples pois, como fora falado acima, um tipo de produto não necessariamente tem o mesmo comportamento de jornada que outro a não ser que realmente seja um problema genérico de fácil identificação no site como um todo. As médias para o que é considerado um bom acesso a uma página web variam de 2 a 5 segundos para o carregamento total dela. Já segundo o Google, a velocidade ideal para carregamento de uma página deve ser até 3 segundos para que a média de conversão possa se manter e até subir. Porém, obviamente, com esse mundo competitivo quanto mais rápida a resposta for do site, melhor. 

Por conta de isso testar se torna bem desafiador, mas é simplesmente uma questão de planejar da forma correta que, apesar de trabalhoso, o processo se torna mais assertivo. Nesse ponto inicial deve-se levar em conta exatamente qual é o problema que está sendo vivenciado, caso seja algo reativo, ou seja, o teste de performance seja resultado de alguma experiencia vivenciada e relatada em algum ponto específico e já pode ter inclusive a raiz do problema parcialmente mapeada por simples constatação dos efeitos no negócio. As probabilidades disso são significativas. 
 
Agora, quando o problema é geral, como por exemplo uma lentidão generalizada nos acessos devido a alguma data específica (Black Friday, Natal, Dia das Mães) onde as compras geralmente aumentam, aí o problema o precisa ser verificado com mais detalhes. 

Vamos organizar 

Planejamento – Para início é necessário verificar quanto que fora a perda de conversão em relação a outros períodos anteriores e tentar identificar se o problema, em relação ao negócio fora localizado e “puxou” o site para baixo (lembrando que se um produto específico é parcela significativa da conversão e ele fora muito requisitado nas jornadas de retenção, isso já pode ser uma evidência do cerne do problema. Porém se não for evidenciado dessa forma, uma boa saída é, incialmente separar os itens que mais geram conversão e gerar, dentro do plano de teste as jornadas respectivas. 
Isso é feito para realmente emular os maiores causadores de conversão e, a partir deles, tentar evidenciar o que eles estão forçando (se é banco, infra, servidor, rede etc.). para esse início o recomendado é o teste de carga, que atesta se a carga que o sistema fora desenhado para suportar está realmente sendo suportada 

Desenho dos Cenários – Nesta etapa, deve-se focar em como estes testes irão se comportar e o que irão testar. Como aqui estamos usando o exemplo de um site de compras, precisamos cada vez mais chegar perto da experiencia do usuário final, ou seja, atacando pela interface e, para cada jornada identificada, gerar um bloco de testes em sequência emulando esse comportamento: 

  • Acesso via requisição https simples (Vai atestar se o home está funcionando na velocidade esperada ou se há uma alta variação. Lembrando que é valido testar emulando diferentes tipos de velocidades de acesso (rede cabeada, 4G, WiFi). Se a variação de tempo de acesso for muito discrepante, pode já de início evidenciar uma carga esperada não sendo suportada o que pode também evidenciar um provisionamento errôneo de algum item de infraestrutura, por exemplo. 
  • Acesso via requisição https e a jornada de conversão completa, até ao menos a inserção no carrinho (Obviamente para estes testes não se chega a comprar o produto, e sim simular a inserção no carrinho, ou as vezes, a inserção, retirada e troca de item, mesmo o item sendo testado em produção). 

Execução dos cenários – Com os cenários prontos, inicia-se a sequência de testes de cada um destes cenários, inicialmente com a carga de usuários simultâneos média indicada, onde são iniciadas baterias de testes com um processo chamado ramp up onde o número de usuários simultâneos vai sendo acrescido e o teste de carga se torna um teste de stress para então determinar seu ponto de quebra. Esse procedimento gera um hiato entre o ponto ótimo e o ponto de quebra onde possíveis variações podem identificar, em determinado ponto do teste, em que ponto o usuário, por exemplo, está desistindo da compra por uma lentidão na página e a está abandonando (Ex: no processo de pagamento a bandeira que está sendo usada demora a responder e do time out, ou o item específico acusa algum problema ou extrema lentidão ao ser inserido no carrinho). 

               A partir de um estudo deste hiato, junto ao estudo de todo o log de infra que fora gerado durante os testes, é possível se identificar na série de baterias os pontos de pico e de maior lentidão, por meio de análises de tráfego diversas geradas pelos testes. Com essas identificações a raiz do problema é cercada para que se de o devido tratamento. 

Conclusão 

               Com esse pequeno exemplo acima de como lidar com o problema conclui-se que com o foco no que o negócio demonstra, é possível decantar o problema chegando até seu cerne com alguns passos lógicos e organizados. Obviamente esses passos demonstrados não são feitos de um dia para o outro e vale aqui frisar que o processo da devida geração de um teste de performance como este é sistemática e leva tempo, daí sempre, nos casos de testes preventivos, os mesmos devem ser planejados com boa antecedência (Quer se certificar que seu sistema esteja ok para o Dia das Mães?) Então planeje seus testes em fevereiro no máximo, pois terá tempo de aplicar as devidas correções e refazer o teste para avaliá-las de forma correta. Esse processo aliado a uma boa estratégia de marketing com certeza garante que ao menos, a taxa de conversão esperada não caia, principalmente em datas especiais. 

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